O volante Bobadilla, do São Paulo, foi multado em US$ 15 mil (cerca de R$ 84 mil) pela Conmebol após ser acusado de cometer um ato xenofóbico contra o lateral Miguel Navarro, do Talleres, durante partida da fase de grupos da Libertadores 2025. A infração, cometida em maio, ainda está sendo investigada também na esfera criminal brasileira — e o jogador pode ter que responder judicialmente.
⚖️ A punição da Conmebol: pesada, mas com tom de advertência
A entidade máxima do futebol sul-americano classificou o comportamento do paraguaio como:
- “Ofensivo, ultrajante e difamatório”
- Uma violação às normas mínimas de conduta
- Um prejuízo à imagem do futebol e da própria Conmebol
Segundo o processo disciplinar, Bobadilla teria chamado o adversário de “venezuelano morto de fome”, o que motivou a denúncia.
O valor da multa será descontado automaticamente dos direitos de imagem e patrocínios repassados pela própria Conmebol ao São Paulo. Além da multa, Bobadilla recebeu uma advertência formal: em caso de reincidência, a próxima punição pode ser ainda mais severa, incluindo suspensão ou exclusão de competições continentais.

👮 Caso também corre na Justiça brasileira
Além da esfera esportiva, o episódio também entrou no radar da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), que indiciou Bobadilla pelo crime de injúria racial. O inquérito está em fase final e, segundo o delegado responsável, deve ser encaminhado ao Ministério Público em breve.
– O inquérito está em fase final de tramitação. Concluindo, ele será encaminhado ao poder judiciário. O Ministério Público pode promover uma ação penal contra o jogador
explicou o delegado.
Ou seja: Bobadilla pode responder na Justiça comum, além de ter o nome marcado em um episódio lamentável dentro do futebol.

⚠️ Clima delicado para o paraguaio no Tricolor
Internamente, o São Paulo ainda não se manifestou oficialmente sobre a punição. O clube vinha tentando proteger o jogador, mas o caso se tornou público e tende a gerar repercussão negativa, tanto esportiva quanto institucional.
Bobadilla tem alternado entre o time titular e o banco de reservas sob o comando de Zubeldía, mas episódios como esse, além do possível desdobramento judicial, podem interferir em seu futuro no clube. O São Paulo, que historicamente se posiciona em defesa de causas sociais e contra qualquer tipo de intolerância, está agora diante de uma decisão ética e estratégica a ser tomada.
💬 A torcida que conduz merece respeito!
A paixão do futebol jamais pode justificar o preconceito. O São Paulo é grande demais para compactuar com atitudes pequenas. Cabe ao clube, à Conmebol e à Justiça brasileira tratar o caso com a seriedade que ele exige, e à torcida, cobrar coerência com os valores que fazem do Tricolor um símbolo de luta e dignidade.

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