Roger Machado demitido é a notícia que mexe com o São Paulo poucas horas depois da eliminação para o Juventude na Copa do Brasil. O treinador deixou o comando do Tricolor Paulista após a derrota por 3 x 1 no Alfredo Jaconi, resultado que tirou o Time da Fé da competição nacional e aumentou de vez a pressão sobre o trabalho.
A decisão foi comunicada ainda em Caxias do Sul, depois da queda são-paulina. O executivo de futebol Rui Costa foi o responsável por anunciar a saída, explicando que clube e treinador entenderam que a permanência aumentaria ainda mais o desgaste em um ambiente já pressionado. O São Paulo, agora, volta ao mercado em busca de seu terceiro técnico na temporada de 2026.
Roger deixa o Morumbis depois de uma passagem curta e turbulenta. Foram 17 partidas no comando, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas. O recorte mostra um trabalho que teve bons momentos no início, mas que nunca conseguiu se blindar completamente da desconfiança da torcida e dos questionamentos sobre desempenho, escolhas e leitura de jogo.
Roger Machado demitido após eliminação dolorosa

A demissão veio como consequência direta da noite ruim no Alfredo Jaconi. O São Paulo havia vencido o jogo de ida por 1 x 0 e entrou em campo contra o Juventude com a vantagem de poder empatar para avançar. Porém, o roteiro foi cruel para o torcedor tricolor: lesão de Luciano, expulsão relâmpago de Ferreira e pressão constante do time gaúcho no segundo tempo.
O Juventude abriu o placar com Gabriel Pinheiro, ampliou com Marcos Paulo e viu Tapia descontar para o São Paulo, resultado que naquele momento levaria a decisão para os pênaltis. Mas, já nos acréscimos, Luis Mandaca marcou o terceiro gol dos donos da casa e decretou a classificação gaúcha por 3 x 2 no agregado.
A eliminação teve peso esportivo e emocional. A Copa do Brasil era uma competição estratégica para o Tricolor, tanto pela tradição quanto pela premiação. Cair antes das oitavas de final, diante de um adversário da Série B, aumentou a cobrança sobre todos os setores do futebol são-paulino. Para Roger Machado, foi o ponto final de um ciclo que já vinha cercado por ruídos.
Passagem curta, pressão constante e mudança de rota
Roger Machado chegou ao São Paulo em um contexto delicado. O clube já havia iniciado o ano com Hernán Crespo, mas mudou o comando técnico para viabilizar a chegada de Roger. Desde o início, o treinador precisou conviver com pressão externa e com a necessidade de dar respostas rápidas em campo.
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As primeiras vitórias, contra Chapecoense e Red Bull Bragantino, chegaram a aliviar o ambiente. Ainda assim, a tranquilidade durou pouco. A derrota no clássico contra o Palmeiras recolocou o trabalho no centro das críticas, especialmente pela forma como o São Paulo se comportou e pelas explicações dadas após a partida.
Dentro de campo, Roger começou mantendo algumas ideias do trabalho anterior, mas depois promoveu mudanças no sistema tático. O São Paulo voltou a usar dois pontas abertos, buscando mais amplitude e agressividade pelos lados. A movimentação também se conectava ao planejamento do clube no mercado, com a busca por um jogador para atuar aberto pela direita.
Mesmo assim, o time não conseguiu apresentar regularidade suficiente para convencer a torcida. Em jogos no Morumbis, Roger conviveu com vaias antes, durante e depois das partidas. O ambiente foi se desgastando, e a eliminação na Copa do Brasil acabou acelerando uma decisão que parecia ganhar força a cada tropeço.
Rui Costa explicou a saída ainda em Caxias do Sul

O comunicado da demissão não esperou o retorno da delegação para São Paulo. Ainda no Rio Grande do Sul, Rui Costa falou sobre a saída e admitiu que o resultado contra o Juventude teve impacto direto na avaliação. O dirigente afirmou que o futebol é dinâmico e que o clube não cogitava uma eliminação daquela forma, considerando a grandeza do São Paulo e o cenário do confronto.
Segundo a explicação dada pelo executivo, a conversa com Roger Machado levou ao entendimento de que insistir no processo poderia aumentar ainda mais a pressão externa. Com apoio e compreensão da presidência, o São Paulo decidiu encerrar o trabalho e abrir nova etapa no departamento de futebol.
A saída também coloca Rui Costa sob holofotes. O dirigente foi um dos principais defensores da chegada de Roger, com quem já havia trabalhado anteriormente. A aposta, porém, não resistiu ao calendário apertado, à cobrança da arquibancada e à eliminação precoce em uma competição de mata-mata.
São Paulo busca terceiro técnico em 2026
Com Roger Machado fora, o São Paulo inicia uma nova busca no mercado. O clube procura o terceiro treinador do ano, um dado que por si só revela a instabilidade da temporada. Para o torcedor, a pergunta agora é inevitável: qual perfil pode recolocar o Tricolor no caminho da confiança?
Apesar da queda na Copa do Brasil, Roger deixa o São Paulo ainda em boa posição no Campeonato Brasileiro e liderando seu grupo na Copa Sul-Americana. Esse contraste aumenta a complexidade da decisão: o desempenho em algumas frentes sustentava argumentos a favor da continuidade, mas a forma da eliminação e o ambiente de pressão pesaram mais.
O próximo compromisso do Tricolor será contra o Fluminense, no sábado, às 19h, no Maracanã, pela 16ª rodada do Brasileirão. Até lá, o clube precisará definir como conduzirá a transição no comando técnico, quem orientará os treinos e qual será o plano imediato para evitar que a eliminação contamine o restante da temporada.
O que fica para o Tricolor Paulista
A demissão de Roger Machado reforça um problema que o São Paulo precisa encarar com seriedade: a falta de continuidade no comando técnico. Trocar treinador pode ser necessário em determinados momentos, mas a repetição desse movimento costuma deixar marcas no elenco, na identidade de jogo e no planejamento do futebol.
Para a torcida que conduz, fica a frustração de mais um ciclo encerrado antes de amadurecer. Ao mesmo tempo, a cobrança por reação é imediata. O Mais Querido não pode transformar a eliminação em crise sem resposta. O elenco precisa reagir, a diretoria precisa acertar na escolha e o próximo treinador terá pouco tempo para entender o clube, ajustar o time e lidar com a pressão natural de vestir esse escudo.
O São Paulo segue vivo em outras competições, mas a margem para erro ficou menor. A saída de Roger fecha um capítulo curto, intenso e marcado por cobranças. Agora, o Time da Fé precisa virar a página com responsabilidade, porque a temporada ainda oferece caminhos importantes — e a torcida espera uma resposta à altura da história tricolor.
Resumo da demissão de Roger Machado
- Quem saiu: Roger Machado.
- Motivo imediato: eliminação para o Juventude na Copa do Brasil.
- Resultado decisivo: Juventude 3 x 1 São Paulo, com 3 x 2 no agregado.
- Jogos no comando: 17 partidas.
- Campanha: sete vitórias, quatro empates e seis derrotas.
- Situação do clube: São Paulo volta ao mercado por um novo treinador.
- Próximo jogo: Fluminense x São Paulo, sábado, às 19h, no Maracanã, pelo Brasileirão.
E você, torcedor do Meu Tricolor Querido: a saída de Roger Machado foi a decisão correta ou o clube deveria ter bancado o trabalho por mais tempo? Siga acompanhando tudo sobre o Tricolor Paulista por aqui.

