Se tem uma estatística que ninguém gosta de liderar, é essa: o São Paulo é o time mais indisciplinado do Brasileirão 2025 até a 11ª rodada. E quem lidera o ranking do clube? Luis Zubeldía. Isso mesmo. O treinador argentino, que retorna ao banco nesta quinta-feira (12), contra o Vasco, no Morumbis, tem mais cartões do que vitórias na temporada. Um reflexo da fase turbulenta que o Tricolor atravessa.
📊 Zubeldía e os números do descontrole
Em 2025, Zubeldía já recebeu 15 cartões (14 amarelos e uma expulsão), superando a própria equipe em vitórias: são 14 triunfos no ano somando Paulistão, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.
A última expulsão do técnico rendeu uma punição de dois jogos pelo STJD. Com seu retorno, além da esperança de reação, também volta ao campo uma figura que, apesar de vibrante, tem extrapolado – e muito – o limite da advertência.

⚠️ Defesa amarelada, meio-campo agitado
Até aqui, o São Paulo já recebeu 38 cartões amarelos e 1 vermelho (Calleri) nas 11 rodadas do Brasileirão. Isso coloca o Tricolor no topo da indisciplina da competição.
Entre os jogadores:
- Arboleda, Alan Franco e Ferraresi (os três zagueiros mais usados) somam 13 cartões juntos – menos que o próprio Zubeldía.
- No meio-campo e ataque, os “campeões de advertência” são: Alisson, André Silva, Enzo Díaz, Marcos Antônio, Matheus Alves e Rodriguinho, todos com 3 cartões cada.
🚨 Pênaltis cometidos: mais um sintoma
O Tricolor também é vice-líder em pênaltis cometidos no Brasileirão. Foram 3 até agora, contra Santos, Mirassol e Bahia — todos convertidos pelos adversários. Só o Grêmio cometeu mais (4).
Curiosamente, o único pênalti a favor do São Paulo também foi cometido… pelo próprio Grêmio.
📋 Comparativo de disciplina no Brasileirão 2025
| 🏆 Clube | 🟨 Amarelos | 🟥 Vermelhos |
|---|---|---|
| São Paulo | 38 | 1 (Calleri) |
| Grêmio | 36 | 1 |
| Vasco | 23 | 1 |
| Flamengo | 14 | 1 |
🔎 Nenhum time do G-6 figura entre os mais punidos da competição.
🤔 O que os números revelam?
Mais do que estatística, esse cenário aponta um time emocionalmente desregulado, com dificuldade de manter o controle nas partidas e um técnico que, apesar da paixão, precisa equilibrar intensidade com gestão emocional.
Zubeldía é intenso. A torcida reconhece sua entrega. Mas liderar o ranking de cartões da temporada não é exatamente o tipo de protagonismo que o Tricolor precisa agora, principalmente em um momento de pressão por resultados e risco real de flerte com o Z-4.

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