A pausa no futebol brasileiro por causa do Mundial de Clubes parecia o momento ideal pra respirar, ajustar o time e planejar o segundo semestre. Mas o São Paulo, como sempre, preferiu fazer barulho. E fez.
A saída de Luis Zubeldía e o iminente retorno de Hernán Crespo ao comando técnico foi o tipo de manchete que pega a gente no contrapé. Não teve prévia, não teve anúncio “estilo europeu”. Foi no susto. E, sinceramente? Eu não sei se é pra comemorar.
Olha, eu entendo quem ficou frustrado com o Zubeldía. O time não empolgava no Brasileirão, era irregular, e sim, algumas escolhas táticas eram questionáveis. Mas na Libertadores ele entregou: competitivo, guerreiro, organizado. O Tricolor estava vivo. E mais: a decisão de sair foi dele, e isso precisa ser dito. Não houve demissão, houve desistência.
Agora, sobre o retorno do Crespo… vamos lá.

Tem torcedor que ainda se emociona quando ouve “Paulistão de 2021”. E com razão. O título sobre o Palmeiras do Abel foi gigante. Colocou fim a um jejum incômodo, inflamou o Morumbi, trouxe autoestima. Foi bonito. Mas foi também rápido. Em poucos meses, o mesmo Crespo saiu com o time flertando perigosamente com o Z4, jogando mal e sem forças.
Então, me desculpe quem já está de volta na “Crespolândia”, mas eu prefiro olhar com cautela.
O Crespo que volta é o mesmo cara? Evoluiu? Aprendeu com os erros? Vai conseguir montar um time mais consistente, sem depender de lampejos? Porque agora, meu amigo, não tem margem pra erro. O São Paulo está no meio de três competições e o Brasileirão, vamos combinar, é onde se separa o treinador bom do treinador cascudo.
E tem mais: a torcida está desconfiada. Com razão.
Não vai ter aplauso fácil. Não vai ter tapete vermelho. Crespo vai ter que reconquistar a confiança dos são-paulinos, no suor, na bola e, principalmente, na entrega.
A pergunta que fica é: ele está pronto pra isso?
O tempo dirá. Mas que ele já chega pressionado, ah, isso chega.

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